Autista a bordo

As crianças autistas possuem e manifestam características particulares, que não devem ser ignoradas quando pensamos em criar ou remodelar o seu quarto, ou outro espaço que utilizam frequentemente.

Quando falamos do autismo, falamos de um vasto espetro de características e o que é válido para uns, não é válido para todos. É isto que torna o design para autistas, um grande desafio. Apesar das nuances, uma característica comum prende-se com a sensibilidade aos estímulos visuais, sonoros e táteis, aspeto que deverá ser privilegiado na elaboração do projeto.

O primeiro aspeto a considerar é o tema do projeto. Tratando-se de crianças, a tendência é associar o tema aos seus interesses, o que nas crianças autistas, embora possa ser possível, pode constituir um fator de desvio constante da atenção para “o seu mundo”. Assim sendo, se a criança revela interesse, por exemplo, por planetas, estes poderão surgir de forma dissimulada no espaço, como apontamentos decorativos.

Pensando no quarto, em particular, existem nele subespaços que serão essenciais e inevitáveis, como espaço de dormir e de brincar, mas poderão surgir outros que poderão contribuir para a sua estruturação, organização e foco de atenção. Relativamente a este último aspeto, algo que devemos ter em consideração será a quantidade de estímulos no quarto, que deve ser reduzida. Assim sendo, pensadas todas as áreas que a divisão terá, torna-se importante torna-las bem definidas no espaço, sem recurso a muitos contrastes de cor. Poderá existir um espaço de repouso e autorregulação, com um puff confortável. O recurso a temas relacionados com a natureza pode tornar o espaço mais familiar e confortável para as crianças.

Os espaços para arrumação, constituem também um elemento essencial nestes projetos, uma vez que os objetos deverão estar sempre arrumados, reduzindo assim, os estímulos visuais, e, consequentemente, a desorganização e distração.

O espaço de brincadeira deverá, se possível ser deslocado do centro do quarto, onde surgirão estímulos nos 360º à volta da criança, podendo passar para um “canto“ mais discreto.

O recurso a riscas e

As crianças autistas possuem e manifestam características particulares, que não devem ser ignoradas quando pensamos em criar ou remodelar o seu quarto, ou outro espaço que utilizam frequentemente. Quando falamos do autismo, falamos de um vasto espetro de características e o que é válido para uns, não é válido para todos. É isto que torna o design para autistas, um grande desafio. Apesar das nuances, uma característica comum prende-se com a sensibilidade aos estímulos visuais, sonoros e táteis, aspeto que deverá ser privilegiado na elaboração do projeto.

O primeiro aspeto a considerar é o tema do projeto. Tratando-se de crianças, a tendência é associar o tema aos seus interesses, o que nas crianças autistas, embora possa ser possível, pode constituir um fator de desvio constante da atenção para “o seu mundo”. Assim sendo, se a criança revela interesse, por exemplo, por planetas, estes poderão surgir de forma dissimulada no espaço, como apontamentos decorativos.

Pensando no quarto, em particular, existem nele subespaços que serão essenciais e inevitáveis, como espaço de dormir e de brincar, mas poderão surgir outros que poderão contribuir para a sua estruturação, organização e foco de atenção. Relativamente a este último aspeto, algo que devemos ter em consideração será a quantidade de estímulos no quarto, que deve ser reduzida. Assim sendo, pensadas todas as áreas que a divisão terá, torna-se importante torna-las bem definidas no espaço, sem recurso a muitos contrastes de cor. Poderá existir um espaço de repouso e autorregulação, com um puff confortável. O recurso a temas relacionados com a natureza pode tornar o espaço mais familiar e confortável para as crianças.

Os espaços para arrumação, constituem também um elemento essencial nestes projetos, uma vez que os objetos deverão estar sempre arrumados, reduzindo assim, os estímulos visuais, e, consequentemente, a desorganização e distração.

O espaço de brincadeira deverá, se possível ser deslocado do centro do quarto, onde surgirão estímulos nos 360º à volta da criança, podendo passar para um “canto“ mais discreto.

O recurso a riscas e a mobiliário retilíneo poderão igualmente contribuir para a criação de ambientes mais estruturantes.

No que se refere à promoção da tranquilidade, esta está sempre mais associada a espaços menos iluminados e onde predominem cores frias, como o azul e o verde. Esta tranquilidade e conforto pode também ser conseguida com a conjugação entre a iluminação natural e artificial, sendo que a artificial não deverá ser uma iluminação de teto ou de lâmpada fluorescente. Os pontos de luz laterais com regulador de intensidade serão os aconselhados.

A diminuição dos estímulos sonoros mostra-se também de grande importância neste tipo de projetos, sugerindo-se que a insonorização da divisão, que se tornaria dispendiosa, possa ser substituída pelo recurso a materiais de revestimento que contribuam para controlo da acústica, tais como os pavimentos de alcatifa, borracha ou cortiça.

Muitas crianças são bastante sensíveis ao tato, sendo portanto, importante o recurso a materiais agradáveis ao toque, mesmo para pessoas não autistas. Sugere-se a utilização de recursos naturais, como a lã, cortiça ou madeira em detrimento dos metais e plásticos.

Um dos complementos que poderá ser útil para a estruturação da rotina da criança será um “quadro de tarefas” de parede, que deverá ser personalizado, tendo em conta as suas características e necessidades.

Embora não as substituam, estas alterações constituem um excelente complemento às terapias na promoção de crianças mais ajustadas, e sobretudo, mais felizes!

a mobiliário retilíneo poderão igualmente contribuir para a criação de ambientes mais estruturantes.

No que se refere à promoção da tranquilidade, esta está sempre mais associada a espaços menos iluminados e onde predominem cores frias, como o azul e o verde. Esta tranquilidade e conforto pode também ser conseguida com a conjugação entre a iluminação natural e artificial, sendo que a artificial não deverá ser uma iluminação de teto ou de lâmpada fluorescente. Os pontos de luz laterais com regulador de intensidade serão os aconselhados.

A diminuição dos estímulos sonoros mostra-se também de grande importância neste tipo de projetos, sugerindo-se que a insonorização da divisão, que se tornaria dispendiosa, possa ser substituída pelo recurso a materiais de revestimento que contribuam para controlo da acústica, tais como os pavimentos de alcatifa, borracha ou cortiça.

Muitas crianças são bastante sensíveis ao tato, sendo portanto, importante o recurso a materiais agradáveis ao toque, mesmo para pessoas não autistas. Sugere-se a utilização de recursos naturais, como a lã, cortiça ou madeira em detrimento dos metais e plásticos.

Um dos complementos que poderá ser útil para a estruturação da rotina da criança será um “quadro de tarefas” de parede, que deverá ser personalizado, tendo em conta as suas características e necessidades.

Embora não as substituam, estas alterações constituem um excelente complemento às terapias na promoção de crianças mais ajustadas, e sobretudo, mais felizes!

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